sábado, 15 de setembro de 2012

Dedicatória: Max Feliciano

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Em alguns momentos na vida, você para e se pergunta quem você tem, na realidade.
Em algumas vezes, você vai acreditar que não há ninguém, além de você mesmo. Mas, em outras, haverá algum rosto. Algum nome.
E na última vez que eu me perguntei, eu consegui enxergar um rosto. Um rosto com nome.
E esse rosto era o seu. O nome? Maxwell Feliciano Simões.
Por quanto e quanto tempo a amizade estava lá, esquecida, abandonada? Por quantos e quantos meses eu fiquei procurando alguém? Quando na realidade, eu tinha você. Eu sei que tinha. Eu sempre tive!
A realidade, é que, é difícil estar sozinho. É difícil estar sozinha ao seu lado! E não importa como eu estou. Se estou sendo uma gorda depressiva comendo todas as suas trakinas de chocolate, dizendo que eu preciso de qualquer coisa doce, para não achar uma faca e matar alguém. Não importa se eu te fizer andar quilômetros até a praia, se te fizer sentar na areia e sujar toda a sua calça jeans. Não importa se eu disser que perdi a chave só pra te fazer andar um pouco mais, quando na realidade, ela estava no meu bolso o tempo todo. Não importa se eu defender a sua mãe ao invés de você em todas as polêmicas bobinhas que vocês criam. Se eu caçoar dos seus jogos. Se eu chorar e pedir sua ajuda. Você vai estar lá, eu percebi isso.
E por todo esse tempo, eu estava depositando minha confiança e amizade em pessoas erradas. Pessoas rotuladas como melhores para mim, como verdadeiras. Quando na verdade, você que me ajudaria. Você que diria que eu sou louca e que faria tudo errado se agisse por impulso. Você que me deu aqueles conselhos de verdade, não aqueles do tipo 'Espere que o tempo irá curar', ou o estúpido clichê (E olha que eu gosto de clichês) de que 'Devo seguir o coração'. 
Não importa se você tem namorada. Se tem amigos. Se tem pais. Se tem cachorro. Se tem torneio de pebolim da Suécia perto da casa da Luiza.
Você vai ter um tempinho pra mim.
É engraçado, porque, eu não sou uma pessoa que muda de ideias. Não sou do tipo de pessoa que se influencia fácil, ou qualquer outra coisa. Se eu boto algo na cabeça, eu vou lá e faço. Não importa quantas pessoas sejam contra, quantas pessoas cheguem e digam o que é melhor pra mim. Eu não ligo. Mas, você. Você mudou meus pensamentos, minhas ideias. Meu jeito de ver um problema. E isso é absurdo! Ninguém faz isso comigo, ninguém muda o que eu tenho em mentes.
Mas você também é o único que me escuta, o único que está sempre com conselhos na ponta da língua, que sempre consegue deixar as coisas parecendo que tem solução. E elas têm, eu sei que têm! Você me deu as soluções.
Obrigada. Max!
Lembra de uma coisa. 
Você é necessário, para mim. O mais necessário possível. Lembra que eu não me importo em quanto tempo a gente se conhece, não me importo para essas coisas. Você sabe que não.
Cara, a gente conversa sobre remédios, e continua sendo divertido. Você me acalma falando sobre remédios, o que mais eu posso esperar de você?
Você me compra chocolate e deixa eu acabar com todas as suas trakinas! Me diz, o que mais eu posso querer de um amigo?
De um melhor amigo?
De um
Irmão?
O que mais eu posso querer de alguém?
O que mais eu posso querer da vida
Se eu tenho você?
Eu te amo Max!
Um beijo da sua melhor amiga,
Aléxia.
(Se precisar de ar, eu paro de respirar.)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Dúvida.

A melhor coisa da vida é com certeza, ter a certeza de algo. Ou não. Eu ainda não me decidi. Talvez tudo tenha uma pitada mais gostosa se tiver adicionado a dúvida, a incerteza. Talvez a vida seja feita de escolhas arriscadas, não? De pular onde não se vê o fim, de deixar de estudar pra prova de amanhã (Ouviu pai? Só quero ver como me saio em situações de risco.), ou até arriscar um amor sem amor. Oi? É. Talvez, a gente tenha que lutar pra até chegar na certeza. E eu ainda quero ter a certeza de que um dia eu vou conseguir escrever um texto sem chegar em você. Mas, enfim. Eu queria simplesmente, conseguir arriscar, entende? Porque, eu realmente acho que quando se tem só a incerteza em mãos, arrumar um machucado se torna uma tarefa bem fácil e eficaz. Mas também, pode-se atingir alguma coisa boa, certo? Também tem essa possibilidade. Existem TANTOS caminhos, tantos rumos, tantos destinos. Desconhecidos, talvez. Mas não inexistentes. Talvez, eu devesse começar a arriscar. Arriscar as decisões e parar de mecanizá-las tanto. Descobrir qual é o sabor de uma decisão feita no impulso. E eu preciso me decidir, rápido. Ou, só deixar acontecer. Mas, que essa coisa de dúvidas e incertezas são realmente complicadas, disso eu tenho absoluta certeza.
(Detalhe: 11:11)

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Telefone.

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É incrível o modo que eu deposito confiança nas pessoas. É uma forma tão infantil, que eu às vezes me pergunto qual o problema comigo. Só basta ser você, e pronto, tá feito. E quando deu tudo errado? Você fez alguma coisa? Não. E todas as vezes que o telefone tocava, eu corria e pensava que era você. Mas nunca era. Mesmo tendo dito que você me ligaria, depois. Mas as pessoas enganam, não? E do que importa pra você se eu sinto sua falta? Nada. E TODAS, todas as pessoas que vinham a minha direção, eu fechava os olhos e pedia que de alguma forma você que tivesse vindo até mim. De alguma forma fizesse alguma coisa, deixasse que tudo estivesse bem. Estaria bem, se você tentasse. Mas você não quis. Não quer, e nunca vai querer. Tem sempre uma parte boa nisso tudo. Eu deveria saber, desde o princípio, que eu não sou uma das pessoas que nasceram pra serem felizes. E eu tenho a certeza, que vão passar dias, semanas, meses, e mesmo assim, quando o telefone tocar, eu vou correr e esperar ouvir a sua voz. Mas eu não irei ouvi-lá. Porque você não vai me ligar.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Não sabia que doía tanto assim.

Eu sempre li. Sempre li sobre decepções amorosas e corações partidos e todo o resto. Sempre fiquei sabendo que machucava... Mas. A realidade é que... Eu não acreditava que doía tanto. Ok. Eu sabia que doía mas... Nessa intensidade? Dessa forma? Por que parece bem mais complicado do que nas frases do tumblr? Parece bem mais difícil quando é com a gente? Por quê não podia ser apenas um sentimento inventado pra fazer textos bonitos? Por quê? Por que tem que ser real? E talvez se um dia eu conseguisse responder a todas essas perguntas, eu me sentiria bem. Me sentiria viva de novo. Eu atualmente, estou apenas procurando o primeiro por quê. Qual a razão, afinal, de eu ser assim? Compulsiva? Sentimental? Talvez eu devesse apenas saber que não existe amor nisso que a gente chama de mundo. Nessas almas vazias, prontas pra te machucar. Eu deveria saber. Na verdade... No fundo, bem no fundo eu sabia. Sabia desde o começo que o certo era eu simplesmente me ausentar. Dos passeios, das rodas de amigos, das pessoas e fim. Mas quem disse que eu sigo as regras? Eu corri. Corri contra tudo. Corri do lado oposto da sanidade. Da razão. Fechei os olhos e segui o "coração". Fiquei tão cega que não enxerguei a barreira. A que me separava de você desde o início. E que estava lá todo o tempo. Só eu quem não vi. Cega. Completamente cega. Burra, idiota, todos esses adjetivos amigáveis que só eu devo dizer pra mim mesma. Porque só eu tenho coragem. Eu amei. Amei errado de novo. Amar é errado. Pelo menos pra mim. Onde, em qual parte eu achei que fosse apta o suficiente pra amar e ser amada? Quando, mesmo? Se em algum momento eu achei isso, acho que foi um dos tempos de maior idiotice em toda a minha vida. Porque. Eu não sou boa o suficiente pro amor. E eu nunca vou ser.

Clichês.

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Eu precisava de um texto pra descrever você. Não precisa ler, ninguém precisa, na realidade. Eu só preciso escrever. Eu gosto tanto do seu cabelo. É de uma cor linda e combina com os seus olhos. Eu sei que é um absurdo mas seus olhos são sim, laranjas. E eu não sou daltônica, longe disso. Gosto das suas blusas de bandas que parecem ter sido feitas sobre medida. Ou foram? Seu jeito engraçado de ficar tímido. Você não é em hipótese alguma, tímido. Gosto do fato de ser mais alto que eu. Gosto das palavras que usa. Do jeito de ficar bravo. Do jeito de ficar feliz. Eu gosto de você. Inteiro sabe? Eu não creio que mudaria uma única coisa. É tão clichê. Eu sei. Mas, se se encaixa, o que eu posso fazer além de admitir que é verdade? Eu gosto de você, e não precisa retornar o sentimento. Está tudo bem, eu só gosto.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Dedicatória: Polyana Rezende.


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Se você pudesse ter aparecido um pouco antes, né menina? Ah, princesa! Como nos conhecemos? Você era amiga da Carol, e ela vivia me falando de você. Confesso que até sentia ciúme, sabia? Ela estava me trocando por uma amiga virtual, oras. Isso não seria possível! E então, adicionei a tal Polyana. "Nossa, ela é linda. Mas... Sei lá." Comentei uma foto sua. Logo, você veio falar comigo. Tão cativante, tão engraçada, generosa. Começamos a nos falar, dia pós dia. Alguns dias muitas conversas, outros, nem tanta assim. Viramos amigas . Fiz "show" para você na webcam. Se lembra? Foi tão bom! Eu ri tanto... Estava começando a sentir algo. Sabe... Confiança? Acreditar na pessoa, mesmo sem nunca ter a vista dela? Era como eu estava me sentindo. Eram tantas conversas, tantos dramas, tantos capítulos terminados de histórias. E você sempre presente. Sempre a melhor ouvinte e conselheira do mundo. Você começou a me ligar, se lembra? Horas e horas no telefone! Nunca acabava o papo. Existia o tal telefone que não desligava, também. Maldição. A gente falava de tudo, desde meninos bonitos até minecraft! A gente simplesmente gostava de se falar, não era? Era bom! Sua voz sempre doce de doer. Era linda! Linda. Incrível. Inteligente. E amiga, acima de tudo. Eu não me importava se era pela internet ou não. Eu tinha suas palavras confortantes, e bastava. Não bastava? Sempre! E quando você disse que viria para cá... Eu surtei. Surtei de alegria. Surtei de medo de não saber o que fazer. Surtei! Simplesmente. Chorei de felicidade, mas não te contei. E quando te vi... Te vi na minha escola, toda linda enquanto eu saia da minha aula de matemática, acho... Você de rosa, e jeans. Tão bonita! Incrivelmente linda, só me lembro de ter dado-te um abraço beeeeeeeeeeem apertado! Muito apertado. Devo ter quebrado seus ossos, não? Ficamos conversando. Te levei até a casa da Carol. E quando você foi na minha casa... Me ouviu tocar guitarra, ficou sentada na cama quietinha. Tímida. Até o momento VIDEO-GAME. Salgadinho, e video-game! Mario, sempre. Foi tão bom. Passou tão rápido, infelizmente. E na hora da despedida... Milhares de "Tchaus". Até os abraços. Todos, tão bons! Sem descrições, pra ser sincera. Até quando eu falei "Eu te amo Poly", e você sorriu. O sorriso lindo que só você tem. Será que se eu disser de novo você vai sorrir daquele jeito mais uma vez? Posso tentar, ao menos, não posso? Vamos lá... 1... 2... 3...
Eu te amo. Poly.
Minha, só minha, Poly.

Palpitação.




Quando estiver só pense em, mim quando estiver no escuro pense em mim, quando estiver  desesperada, triste ou desamparada, busque-me e divida seu desespero comigo e eu com certeza falarei: Tudo ficará bem. Então te abraçarei, enxugarei tuas lagrimas e lhe ampararei sobre meus ombros, te repousarei sobre meu colo, alisarei teu cabelo e beijarei sua testa recitando os poemas de seus autores preferidos ao seu ouvido.
 E então você poderá ouvir a palpitação do meu coração.

Erick Pereira.

Conflito.



Um sentimento. Um sussurro que vem, e que nem sempre prestamos atenção. Simplesmente ignoramos. Não temos a maturidade  necessária para entendê-lo, só podemos senti-lo e nisso, refletir sobre nossa impotência diante dele, não podemos controlá-lo, não podemos disfarçá-lo, mudá-lo ou eliminá-lo. Só podemos senti-lo e render-se a ele. Pois quando ele bate... A gente perde. Sua mente e seu corpo rendem-se a ele, e se vêem cegos em meio a uma escuridão, um apagão da razão e da consciência onde ele reina e nos domina. E nesse momento só podemos sentir agir mesmo que por impulso, mesmo sem pensar, não importa se tal sentimento; o faça amar ou odiar.



Por Erick Pereira,  meu Eterno Cabeça de Alga. Uau! Você pode escrever... É lindo!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Vazio.


E aí bate de novo aquela sensação que ninguém deveria sentir, sabe? Aquela no fundo da alma, tão fundo, que seria até quase impossível de explicar onde fica, na verdade. É quase como aquela palavra que eu odeio, aquela que começa com D e termina com ESISTO. Eu a odeio. Acho que é porque repeti tantas vezes na minha própria mente que passei a ter repugnância para com ela. É tão imbecil. Fútil. Coisa de gente fraca. E eu não sou fraca... Mas aí, como mágica, eu me sinto como se estivesse diminuindo, entende? E você vê tudo que lutou pra construir, com cansaço, com tantos "Tudo bem, eu sei que estou certa, mas não vou te falar isso... Vou aceitar.", tanta coisa.... Vê tudo caindo. É quase a imagem do castelo de areia de 2 horas para ser feito sendo desmoronado por uma simples e leve onda. É assim, mesmo. E do mesmo jeito que tudo cai... Eu imagino como seria cair. Cair, simplesmente, entende? Em um buraco, sem fundo! Com água, infinita água de preferência... Água é tão bonito... Eu me sinto bem. Tudo bem, seria horrível morrer afogada mas... Cair... Cair... E ir caindo até não poder mais. Fechar os olhos e ver o escuro. Ver o fim. Porque poderia ser futilidade... Mas ninguém nunca saberá, não é? Ninguém nunca saberá o porque. E aí é a melhor parte. Eu poderia ir. E aí, quando eu estivesse na água... Seria uma imagem tão bonita. Eu poderia ver, de baixo, tudo que se foi. Tudo. Se eu pudesse escolher... Eu preferia deixar as coisas ruins primeiro. Tudo aquilo. Tudo aquilo que eu ouvi, tudo aquilo que eu senti, tudo o que meus olhos deixaram cair, todos os hematomas escondidos pelo moletom, hematomas que nem sempre foram recebidos dos outros. Toda a fraqueza, a imundice do corpo. E depois... Eu poderia ver tudo de bom. Aquilo que me fez sorrir. Aquelas palavras. Aquelas memorias. As palavras dele, principalmente. Aqueles abraços, todos os beijos... As paisagens. Queria, ver a praia. A praia de 5:00 da manhã que quis ver. O sol... Pela última vez o Sol nascendo. Aquela cor! Linda! Queria ver as risadas, os filmes, as pipocas, os livros, os animes, as bonecas, os primos, os bonés, os meninos. Mas... Aí... Eu acho que me arrependeria de ter caído. De ter desistido de novo. Depois de tanta coisa boa, eu ia deixar tudo pra trás... Pelas ruins? Por tudo que não me adiciona em nada? Eu seria fraca. A mesma fraca chorando. A mesma fraca sangrando. A mesma fraca se arrependendo. A mesma fraca pedindo desculpas estando certa... Eu não sei... Eu precisaria lutar um pouco mais. Poderia fazer tudo que fosse possível para isso... Talvez... Ou, quem sabe a queda seria boa... Realmente?

Individual.


Eu precisava parar. Precisava parar de descontar em mim, coisas que não eram da minha culpa. Precisava parar de tentar ser legal com quem fazia esforço grande pra me deixar mal. Precisava parar de ser boa, afinal? Precisava parar de lembrar do meu pai dizendo, "Não trate mal as pessoas, você ainda vai precisar delas, filha.". Precisava parar de ser boazinha, de fazer lição de casa pros outros, de sorrir e dizer "Sim" quando perguntavam falsamente se estava tudo bem. Precisava parar de me identificar com frases clichês do tumblr. Eu não queria isso, afinal. Mas eu nunca fui do tipo que conseguia fazer tudo certinho, sabe? Nunca. Aí... Parei um pouco. Mas só um pouco. Se foi bom? Não sei. Era estranho porque eu generalizava muito, entende? Era um menino idiota, que o resto dos garotos do mundo não prestavam. E assim ia. E não é assim que as coisas funcionam, não é? As pessoas são individuais. Eu sabia, eu sei disto. Sempre me disseram. Elas são diferentes! Diferentes, daquela forma superficial que as pessoas dizem. Não diferentes, de gordo, magro, negro, alto, isso não interfere. Não são todos os ricos que são gananciosos. Nem todos os pobres que são coitados e humildes. Elas são diferentes, por dentro. E não é que eu esteja falando de seus pulmões, mas... É por dentro. É aquela coisa que a gente não consegue ver na roupa que ela veste. Não consegue ver no número que ela tem na balança. Não consegue ver na cor do cabelo que ela escolheu ter! A gente só conhece se conversa, se é curioso, se realmente se importa. A gente só conhece se ama. E ás vezes, além de conhecer, a gente quer ser conhecido. Quer ser explorado. Não quer o nome no jornal da escola (Mesmo se ele existisse...), e nem nada disso. Se a gente tem que amar pra conhecer... A gente precisa ser amado pra revelar. Revelar o que a gente sente, o que a gente quer, as nossas dores, os segredos, dos pequenos aos enormes. Precisamos de amor. Acho que a única forma de sermos verdadeiramente quem somos. Precisamos amar. Precisamos ser amados. E a historia de uma pessoa não prestar, e assim, todas as outras serem a mesma coisa... Não vale a pena. Não vale a pena quando você percebe que já está conhecendo. Que já está amando. Que já está sendo amada, e revelada também. Você até esquece que existiam pessoas assim. Porque vai ter um ser, totalmente individual, diferente, e não totalmente revelado que vai ser tão bom. Tão encantador. E é tão boa, a teoria do tal ser Individual...

domingo, 17 de junho de 2012

E aí... Pronto.

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Aí você vai e esquece toda e qualquer pessoa que já passou na sua vida. Se sente tão, mas tão otária pelo travesseiro ensopado. Afinal, não valeu a pena. Não era nada. Nunca foi. Você esquece os padrões toscos que colocou na sua cabeça. Joga fora todos os "príncipes de all star", por um príncipe mais perfeito. Mais lindo. Mais encantador. Mais apaixonante. Mais seu. E todas aquelas frases de amor que mais pareciam conto de fadas. Aquelas que você tinha repugnância. Que virava os olhos e pensava, "Que merda. O Amor não deve ser assim, tão... Tão assim!". É... As frases, pequena. Passou a entender? Passou a ler e ver que tem um pouquinho, ou muitão de você nelas? É... Desculpa dar a notícia mas... Ferrou. É amor. E você percebe que, diferente de todas as outras vezes... Você não vai precisar mudar! Não vai precisar trocar seu gosto musical. Não vai precisar escolher roupas diferentes, falar diferente, cortar seu cabelo, passar aquela maquiagem que você nunca ia usar. Você pode ser você. Do jeito que você é, assim, mesmo. É fantástico, não é? E o seu príncipe... Você não quer que ele mude. Não é? Ele não precisa dos quesitos que você admitia. Ele não precisa da calça rasgada igual a sua. Ele não precisa do all star sujo que você admira. Nem ouvir Avenged, e deixar claro numa blusa estampada. Porque isso já não importa mais. Você até gosta do jeito dele, confessa. Você não precisou procurar por ele. Não precisou correr e correr até não aguentar mais. Ele apareceu. Quando você precisava. E dessa vez... Diferente das outras que você deixou pra trás, diferente daquelas que duraram quantos dias, mesmo? Ele é tão diferente. E a única coisa que você pode querer, é o próximo capítulo.

(Eu não vou, eu não posso escrever seu nome. Mas você sabe que é você, né?)

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Quem eu sou?

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Eu não sou loira, tampouco ruiva. Tenho os cabelos negros e não sei se você gosta disso. Mas eu gosto. Eles são compridos, mas quando você me conheceu eles eram na altura dos ombros. Eles não são perfeitamente penteados, eu nunca acho um jeito que eles pareçam mais bonitos. Eu nem sempre estou com as unhas pintadas, e quando estão, normalmente estão com cores sombrias. Eu uso muitas , caveiras, laços, e muito, muito preto. Se eu usar rosa vai ser raramente. Mas eu gosto da cor. Se você um dia for na minha casa, ou vou estar no computador, ou estarei jogando video game. Você nunca vai me encontrar no salão de beleza com as minhas amigas falando sobre a cor da cueca do galã da novela das 8. Tenho fixação por bonés, principalmente se for de amigos meus. Uso short curto, e moletom enorme. Principalmente se for o seu. Meu perfume é fraco, mas eu gosto do seu. Toco violão, e se você tocar pra mim, eu marcarei a data do nosso casamento agora mesmo. Uso pouca maquiagem, e quando uso é apenas por diversão. Assisto filme de terror e tampo o rosto com as mãos nas cenas muito fortes, ainda sou uma menina. Tenho medo de escuro, mas não durmo no claro. Não gosto de dormir na casa dos outros, gosto da minha casa, do meu quarto, dos meus ursinhos de pelúcia. Mordo os lábios toda a hora, mas eu tento controlar, as vezes isso dá complicações. Estudo o suficiente para as provas, mas já fui bem melhor nos anos anteriores. Ando de tênis, nike, all star... Ainda quero um supra. Canto no chuveiro e as vezes até esqueço do tempo que estou lá tomando banho. Penso nas coisas mais absurdas antes de dormir, as vezes até perco o foco do que quero sonhar. Sou complicada, demais até. Durmo tarde e assisto programas humorísticos. Sou cabeça dura, dou o braço a torcer raramente, mas as vezes prefiro perder a razão para ficar bem com quem eu gosto. Ouço muito rock. Pop também. Abomino alguns tipos de "música". Quero andar de skate mais do que tudo nesse mundo. Eu ainda não sei quem eu sou. Estou querendo descobrir. Qualquer coisa te falo.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Chega de expectativas

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A menina otária que sempre vai correr atrás de mim, e não importa quantas vezes eu de o fora nela. É isso que você pensa quando entra e me vê online no msn, não é? Acredite. Eu era sim essa menina otária. Todas nós já fomos um dia. Mas sabe qual é o problema disso tudo? O problema é que eu pensava que éramos amigos.  O problema é que nós éramos, pelo menos era o que você mentia. Eu não crio expectativas demais em qualquer um, mas eu as criei em você. Talvez você devesse dar valor a todas as vezes que eu me preocupei com você, só acho. Só talvez. Você não acha? 
Tudo bem. Você não é obrigado a me admirar como sua melhor amiga. Tudo bem. Mas pelo menos, não minta. Não finja algo, não finja palavras. Não finja um personagem. Eu odeio mentiras. Você deveria saber. Às vezes, quando a gente gosta muito de uma pessoa, a gente passa por cima de tudo. Passa por cima do orgulho, para por cima do cansaço, passa por cima da gente mesmo. Tudo pra dar um oi. Tudo pra perguntar com sinceridade se está tudo bem. Normalmente quem pergunta não está preocupado. Só segue um padrão ou é um curioso. Mas eu queria saber, de verdade.
Mas você deveria saber... Não deveria? Deveria saber que eu posso ter tantas faces. Tantas faces para cada pessoa. Cada uma merece uma parte de mim. Não trato todo mundo igual, menino. Saiba disso. Vai ser grosso? Ótimo. Vou ser indiferente. Vai doer. Esqueça que eu sou legal. Esqueça que eu quero você bem. Lembra que eu te disse que sou imprevisível. Lembra que eu consigo machucar. E muito bem. Bem melhor que você. Eu consigo ver seu nome disponível na minha lista de contatos e nem ligar. Eu consigo passar reto quando você me ver e não me sentir ruim com isso. Consigo ouvir a música que mandei pra você escutar sem nem ao menos lembrar de você. Vai continuar sendo a mesma música. Se eu gostava, vou continuar ouvindo. Dane-se você. Obrigada por tudo, querido. Me ajudou a fazer um texto. Quando eu melhorar com isso, e estiver bem realizada, te mando um abraço. Isso... Se eu lembrar de você. Então, já mando agora. Abração, fofo.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Renda-se


Quando eu pedir que sorria
Não negue
Não a mim
Não a você

Quando eu pedir seu moletom
Tire-o de seu corpo
E sobreponha no meu
Depois do seu abraço quente

Quando eu te abraçar
Não me deixe te soltar
Me envolva em seus braços
E me proteja de todos

Quando eu chorar
Coloque suas mãos sobre meu rosto
E diga, mesmo que seja mentira
Que tudo ficará bem

Quando eu fizer cara de brava
Quando eu te virar as costas
Vá atrás de mim
E diga que eu sou boba

Quando eu te chingar
Revide
No final
Me chame de sua

Quando eu te olhar nos olhos
Quando eu beijar-te
Simplesmente
Renda-se



De todos os tipos e gostos

                                                         


Alguns amigos, estão com você desde pequenininhos. Te viram crescer muito, ou não tanto assim. Fizeram as maiores palhaçadas da sua infância, e desde sempre se tornaram inesquecíveis em nossos corações.

 



 



Outros, não eram tão presentes assim, mas o tempo os trouxe e deixou claro o quão importante eles seriam  em sua vida, e quão necessários também. Sem eles, nada valeria a pena.



Alguns, tem laços de sangue com você. Tem nomes parecidos, e até alguns traços semelhantes. Alguns tem viram desde bebê.

 





 

Alguns passaram na sua vida e permaneceram muito pouco tempo, mas deixaram suas marcas infinitivamente grandes, nos deixando com aperto no peito apenas de lembrar de todos os momentos vivos, que não importa aonde a pessoa esteja, sempre está viva em nossos corações. Isso se chama saudade. É bonito. Mas dói.





Alguns não são tão próximos quanto gostaríamos, mas tem seus espaços e suas recordações.

Alguns outros você não tem foto, nem nada para ilustrar. Mas não importa. Permanecerão bons o suficiente para continuarem sendo amados por você.

Algumas fotos:



 





 

Eu amo vocês.


Dedicatoria: Para Cabeça de Alga


Lembro-me vagamente de seu sorriso infantil no começo da quinta série. Lembro-me de quando o Marcos usava-te como referência. Lembro que isso era extremamente irritante. De ambas as partes. Da dele por te achar um deus grego somente por você ter um vocábulo um tanto mais vasto que o comum para um menino de 10 anos de idade, e da sua parte por não dar um chega e parar de realmente se sentir um deus grego. Mas era engraçado, e marcou a memória, então, não é tão ruim assim, concorda? Lembro-me também de quando você se foi. Não foi uma situação muito legal, sabe. Lembro que mandei um recado pro seu orkut, na época. 2009... Sabe, eu usava o orkut. Algo como, que pena que você se foi, sentiremos sua falta. Na verdade, eu não sentia muito. Não foi legal porque o Marcos sentia, e muito. Enfim, os anos passaram e confesso que nem eramos tão próximos assim para eu poder dizer "Ai meu Deus como eu senti a sua falta". Não, eu não senti. Era começo de 2011. Entrei na sala de aula e me deparei com você, extremamente mais alto e magro do que antes, com uma blusa vermelha e cara fechada pra todos. Sentei-me e falei pra minha amiga que eu te conhecia. Ela disse que ninguém nem se atreveria a falar com você, tendo uma cara tão brava quanto você estava apresentando. Eu falei que eu seria capaz. Eu fui, e falei. "Oi Erick, me empresta uma caneta vermelha aí." Você nem sequer disse: "Aléxia, quanto tempo. Claro, uma caneta, azul, vermelha, tanto faz." Você simplesmente pegou a caneta, e me entregou. Não me olhou nos olhos. Nem nada. Fiquei um pouco chateada. Não sabia se você tinha me esquecido, ou se simplesmente não se importava mais. Os dias passaram, você sempre sozinho no recreio. Eu fui, e falei com você. Para o espanto de todos, já que você não era lá das pessoas muito amigáveis, concorda? Fomos nos falando, nos tornando colegas, amigos. Você estava se soltando mais, me vencia na dama sempre, essas coisas que você esqueceu. Mas então, como nem tudo que é bom dura muito, ou melhor, TUDO que é bom dura pouco, nossa amizade torta e falsa falhou. Não era falsa, só não era forte o suficiente para ser chamada de amizade. Não ainda. Viramos, de quase amigos, inimigos. Inimigos mortais, de todos os jeitos que poderíamos ser. Nas aulas você não poupava dizer meu nome, na frente de todos para me fazer sentir uma imbecil. Já eu, tinha uma declaração que você ficasse pelo menos 10 metros de distância de mim. Algo que nunca esquecerei, Cabeça de Alga. Então conversamos, e vimos que era tão idiota, tão sem motivo, tão bobeira, tão infantil. Começamos a nos falar, de verdade. Nos preocupar com o outro e procurar o que nos fez brigar de uma forma tão assustadora. Viramos sim, amigos. Com várias discussões, várias brigas do tipo "nunca-mais-fala-comigo-até-amanhã". Vários recreios que você passou comprando lanches pra mim, e eu dizendo que você era chato. Vários dias com suas feiras da Carol. Vários dias de você, eu, Carol, Ju. Vários dias de amigos. Vários dias perfeitos, que nunca me sairão da cabeça. Ou melhor, que nunca me sairão do coração. Mas esse ano, não estamos mais na mesma sala. Sinto falta do meu Cabeça de Alga, sinto falta do meu insuportável. Mas, nossa amizade não esfriou, muito pelo contrário, nos vemos sempre, fazemos coisas que nos deixam felizes, teatro nos une, Cabeça de Alga Estragada, apesar de todos os nossos defeitos, que são imensamente imensos, somos filhos de um dos deuses grandes, não poderíamos ser pessoas fáceis, concorda? Nunca se esqueça, de tudo que nós passamos, porque nem se eu fizesse uma operação para deixar o passado apenas no passado, me esqueceria.

Dedicatória: Para Marcos Paulo


Oi meu bubu, como você está? Acho que bem. Pediu tanto esse texto, aqui está ele. Feito por mera e livre pressão da sua parte. Brincadeira, doido. Feito de coração. Mesmo. Vamos lá.
 Como nos conhecemos, quando, onde, e porque, não me lembro bem ao certo. Vagas recordações rondam minha mente pobre de neurônios sobre imagens de anos, e muitos anos atrás. Mas acho que foi na casa do meu primo, enquanto eu e ele jogávamos algum jogo clássico, como Super Mario World. Ele era o seu melhor amigo, na época. Enfim, nós nos conhecemos, brincamos de Mario World e você disse que odiava a minha professora e que queria que ela morresse. Pois é Marcos, eu me lembro disso. Sei também que você mais me matar por colocar seu nome real, mas meu bubu é tão lindo bravinho. Menino, você não sabe o significado que você tem na minha vida. Eu nunca te disse isso mas, eu te amo bubu. De verdade. Muito. Você é o meu irmão que eu nunca tive, é com você que eu vou conversar quando partem meu coração, é você que vou pedir opiniões das mais absurdas possíveis. É você, bubu. É você que me chama de vadia sem me ofender, e é você, só você. É você meu "loirinho" Geek mais lindo desse mundo. Todas as suas palavras, todos os seus gestos, todos os seus atos... Ficarão na memória, não importa o quão falha ela esteja. Todas as brigas, todas as discussões, os desentendimentos, esses também permanecerão vivos até o meu último dia, para que eu possa esfregar na sua cara e vice-versa. Haha. É uma relação de amor e ódio que eu nunca mais verei, não importa em que ano, nem em que canal, nem em que cinema. Você nunca me deixou não mão bubu. Nunca! E olha que eu, como bela belieber que sou, evito dizer essa palavra. É muito forte para se jogar ao vento como se fosse nada, mas vale a pena tê-la usado numa frase verdadeira como esta. Você não é perfeito, mas com seus defeitos se torna insuportavelmente mais perto da perfeição que algum ser humano poderia chegar. Seu jeito culto de falar, quando quer impressionar alguém. Suas piadas memes de facebook super mal contadas e engraçadas. Gosto da sua sinceridade, que mesmo que magoe agora, é muito melhor do que qualquer mentira, não importa o quão boa ela seja. Gosto do seu cabelo, principalmente quando você me deixa bagunça-los. Ou seja, nunca. Gosto de conversar com você todos os dais no msn, gosto dos seus emotions memes. Gosto das suas risadas enormes, com letra maiúscula e tudo que tenho direito. Mas melhor do que isso: Amo a sua risada pessoalmente! É linda, intensa e verdadeira. Desengonçada e desafinada também, confesso. Mas isso não vem ao caso, pelo menos não agora. Gosto de tudo em você, irmão. Mais fácil, né? Apenas para terminar esse pequeno texto de simples palavras, quero dizer que nunca deixarei você ir. Não sei se posso prometer isso fisicamente, mas na minha memória e no meu coração você sempre estará. Quando os anos se passarem, e não estivemos tão juntos, pedirei a Deus que cuide de você por mim, melhor do que eu cuidaria. Pedirei que ele não tire de você as poucas e boas memórias que tivemos juntos. Porque isso, mesmo velhinha e de fios brancos, nunca esqueacerei. Quando mostrar seu retrato as pessoas, e me perguntarem, aflitas e curiosas quem é, responderei que foi um grande garoto, uma grande pessoa, e finalmente um grande coração. Fique bem, meu menino. Você é esplendido, talentoso, e tudo de bom. E de ruim também. Eu te amo.

Minha descrição de você


Costumo ler alguns blogs e tumblrs, estava reparando que muitas meninas estavam descrevendo seus garotos ideais. Uma ideia fantástica... Se eu conseguisse fingir que não há ninguém em que me inspirar... Se eu conseguisse supor e fazer acreditarem que estou descrevendo uma pessoa fictícia, e não real, que já existe há muitos anos e que passa longe de ser personagem principal de seriado adolescente. Então, vamos lá. Eu vou descrever você. Simples, clara, e objetiva. Não vou ficar enrolando, não mesmo. Tem um toque mágico nesse suspense todo, mas oras, é você. Eu sei disso. Você sabe disso. Acho que... Todo mundo sabe disso. Eu gosto muito do seu cabelo, sabia? Todo mundo pode achar um pouco estranho os cachinhos quando ele está demasiado grande. Mas eu acho engraçado, e tão fofo. Me dá uma lembrancinha básica do que você era anos atrás. Mas eu prefiro quando eles estão aparados. Fica tão... Quente. Não sei porque, mas eu acho lindo. Os fios curtinhos, parecem tão bem cuidados. Acho que você devia ter um pouco mais de cuidado com seu rosto, pequeno. Acho os traços tão fortes e bem formados, que tal você parar de espremer as espinhas? Seria perfeito. Não que realmente me incomode, é só uma sugestão. Ah. Suas roupas... Como pode haver alguém tão bem vestido e tão simples como você? Eu amo quando você está com blusa branca. Não há palavras pra descrever o quão bonito você fica. Talvez você não se ache, e talvez ninguém ache, mas você é extremamente lindo. Saiba disto, ok? Eu gosto de todas as roupas que você veste. Mas eu acho que algumas delas cairiam bem melhores em mim, não concorda? Aquela sua blusa de moletom que ficou enorme no meu corpo, é perfeita. Certinha! A melhor roupa que eu teria, se você me desse. Ou aquela sua blusa de banda que provavelmente caberiam duas de mim dentro... Quem sabe se você se cansasse delas, você me daria, não é? Acho que não. Você tem tanto zelo com elas que eu até fico com ciúmes. Eu gosto do jeito que você me abraça, gosto do jeito que você me beija, realmente, na bochecha. Gosto quando a gente tem aquelas briguinhas estúpidas do tipo "imbecil", "idiota", "chato", "burra" e os infinitos elogios que damos um a outro. Gosto do jeito que você segura a minha mão, e fica apertando alguns segundos ela mais forte, e e mais fraco, apenas para sentir se eu ainda realmente estou ali. Não é muito a sua cara, mas só eu sei que você realmente se importa, mesmo que não queira demonstrar, mesmo que as vezes me faça pensar que você nem sequer liga. Gosto do jeito que você coloca seu braço na minha cintura, gosto do jeito que a gente fica se olhando feito bobos quando estamos sozinhos. Venho sentindo falta desses tempos, pequeno. Gosto das suas piadas mais inúteis e idiotas, daquelas que eu não vejo a menor graça, mas dou risada apenas pelo fato que o jeito que você fala é realmente engraçado. Até bobo, chega a ser. Gosto do jeito que você se despede mil vezes de mim antes de ir embora, e sempre me cobra o beijo de despedida. Gosto do jeito que você se envergonha e fica tímido ao falar com a minha mãe, provavelmente é o único momento que você mede as palavras. Gosto das nossas recordações juntas. Acho que gosto até dos seus defeitos. Alguns insuportavelmente chatos e intoleráveis... Mas você não seria perfeito sem eles. Não seria perfeito se você fosse... Perfeito. Entende? O jeito que você é, a pessoa que você se tornou, mesmo que muito diferente do que aquela, bobinha que eu conheci, é fascinante. É melhor. É apaixonante. Passaria horas descrevendo você, mas tenho estudos. E pra resumir, eu gosto de você. Lá vou eu, estudar. Claro, já que você é um burro, alguém tem que trabalhar pra sustentar nossa casa no futuro, amor.

domingo, 22 de abril de 2012

Para meu príncipe de all star.


Eu estava conversando com algumas amigas, não tão próximas assim, em uma noite qualquer via msn. Elas estavam falando sobre meninos. Assunto comum para garotas que acabaram de sair da infância e querem se rotular de adolescentes. Eu acho engraçado. Eu sou tão criança pra falar de amor, mas eu falo mesmo assim. Eu acho que sinto. Então acho que posso falar. Elas estavam falando de seus namorados. Confesso que me espantei. Elas tem 13 anos, e um namorado. Ok. Nada contra, mas meu pensamento boneca me diz que era um pouco precoce. Tentei manter meus dedos longe das teclas -tentativa frustrada-, antes de digitar algo parecido como "Oras, vocês não tem um namorado. Vocês tem uns bobinhos pra chamarem atenção e pegarem nas suas bundas." Sei que existem meninos de 13 muito maduros e que sabem realmente como tratar uma menina. Mas elas só querem rótulos, e vão por mim, eles ouvem música sem fone de ouvido no ônibus lotado, tiram foto sem camisa na frente do espelho, colocam legenda com vários "h" em cada foto do orkut, e por último, disputam com os amigos quais "pegam mais meninas na balada". Preferi omitir o último tópico para não dar pinta de invejosa pras meninas, não queria mais confusão. Não que realmente tenha dado certo. Elas então disseram. "Você deveria ter um namorado e deixar de ser invejosa." Eu sabia que aconteceria. Eu não deveria ter falado nada, mesmo. Mas elas que me chamaram na conversa, então, que aturem a minha opinião. "Um namorado desses, eu dispenso. Vou procurar meu príncipe de all star." Elas deram aquelas risadas orkut 2007 e me bloquearam. Ótimo, vadias de maquiagem Patati Patatá me mandaram procurar um namorado funkeiro. Danem-se elas, eu não me importo. Eu tenho um menino legal em mente. Nós um dia vamos ficar juntos, e eu sei que namoraremos de verdade. Já estamos quase lá... Pelo menos pela minha parte. Pensei o quão hipócrita seria dizer que é errado ter um namorado aos 13 anos. Oras, eu tenho 13 anos, e eu queria um namorado. Mas não simplesmente qualquer um. Eu queria ele.  No outro dia, procurei uma verdadeira amiga para convesar. A amiga também, não qualquer uma. Perguntei a ela se gostava de alguém. Depois de séculos de enrolações e blá blá blás, ela me respondeu que sim. Um menino alto, loiro e de olhos claros do 2º colegial, eu o conhecia. Era um menino legal. Ele era realmente branco, e sempre corava quando olhava pra ela. Mas eu nunca havia percebido. Então, eu a perguntei o que havia visto de especial nele. Ela me disse que ele era um príncipe encantado. Vestia roupas legais, era bonito, trabalhador, e a tratava como uma princesa. Dizia que ela era linda todos os dias, mesmo ainda nunca terem se beijado. Disse também que deixava de falar com todas as meninas apenas para falar com ela. Disse-me que estava apaixonada por ele. Eu achei bonito, sorri e disse que seria tema para uma crônica minha futuramente. Ela deu risada, e me perguntou se eu gostava de alguém. Disse que não. Menti, mas não saberia explicar o que vi em você. Fui para casa e me perguntei. Afinal, o que eu vi em você, menino? Umas preferem os funkeiros gostosões sem camisas, outras preferem os fofos melsosos e mais velho (melhor opção até agora). E eu prefiro o... Roqueirinho doido sem noção. Eu sou uma maluca. Anos atrás, iria querer um príncipe encantado também. Mas hoje... Eu não vejo mais meu príncipe com roupas reais montado num cavalo branco. Eu vejo meu príncipe com olhos cor de mel, cabelo encaracolado, altura mais alta que a da média, blusa de banda, e rock na playlist. Vejo ele com all star surrado. Calça jeans rasgada, também. Vejo ele assim, igualzinho você. Dispenso todos os outros tipos, dispenso aqueles que iria querer um tempo atrás. Me diz, fui eu quem mudei, ou você que compensa todos os padrões imbecis? Eu me sinto uma doida. Mesmo que você nunca saiba, mesmo que nós não fiquemos juntos nunca, mesmo que isso só permaneça no meu coração pequeno adolescente, eu sempre verei sua imagem quando ouvir a palavra "príncipe". Verei você, com sua jaqueta de couro, e seu all star. Meu príncipe de all star.