Sempre me disseram que gente perfeita não existe. Ou que não saem dos livros do John Green. Alguns abriam exceção e diziam que Deus possuía algum tipo de perfeição. Sempre usei isso como desculpa para acumular meus defeitos. E um dos meus, é não aceitar o defeito dos outros. Uma boa parte da curta e limitada vida que chamo de minha, achei isso normal. Mas aí, uma hora você para de ser cega e se pergunta por qual motivo as pessoas entram na sua vida, são tão intensas e somem. Não morrem, não mudam de país, não descobrem que tem câncer. Apenas somem. São tipo pássaros que você mantém preso numa gaiola, maltrata e não dá importância. Com uma brecha eles se desprendem e voam rumo a qualquer lugar que seja bem longe de você.
E nesse caso de mim.
Mas aí, percebendo o problema, você tenta resolver. Ser compreensiva passa a ser uma de suas qualidades e assim as pessoas deveriam permanecer. Deveriam manter os sentimentos que dizem ter por você. Porque, se você trata alguma coisa bem, essa coisa tem que permanecer!
E aí, você não corta as asas do pássaro. Não fecha a portinha da gaiola. Não esconde dentro de casa. Mas, espera que ele fique. Mesmo tendo todas as oportunidades de procurar novos rumos.
Porque você espera que o rumo dele seja você. Mas parece que comigo, nunca é.
Aí eu percebi, que gente perfeita não existe por apenas um motivo.
São perfeitos.
E com isso, perfeitos demais pra ficarem comigo. Porque eu sou um misto de defeitos que até pode parecer interessante, mas é inconstante demais pra deixar as pessoas seguras.
E acho que um defeito das pessoas é achar que só porque tenho uma placa escrita "Sou confusão" na testa, não posso dar segurança.
E talvez isso mais seja uma qualidade.
