terça-feira, 6 de agosto de 2013

Histeria

Devem ser umas três horas da manhã de uma dessas madrugadas com cara de dia anterior. A gente se acostuma com a rotina assim como se acostuma com remédio que não é esporádico. Tem aquela resistência, mas não há nada que a gente possa fazer a não ser aceitar. Assim olhando pro pequeno pedaço que tenho do céu, já sem lua, sem estrelas e sem sabor de vida, vou riscando os dias que passam. Cada ciclo diário se completa mais uma vez, repletos de ódio, insanidade, terror e esses sentimentos de poucos amigos. E a cada dia me sinto mais insano. É como se estar perto da liberdade me fizesse deseja-la mais. Como se eu tivesse medo de nos últimos dias, ela fosse fugir pra ainda mais longe. Como uma dessas Utopias, que são mais como um caminho do que como um destino em si. Porque não servem necessariamente pra serem alcançadas, mas sim pra te fazer continuar andando. E eu tenho medo demais de ser assim. 
Porque estar sendo julgado por algo que você fez é uma coisa, é horrível, claro. Ser julgado te faz sentir pequeno, fraco, e provavelmente é um dos piores sentimentos existentes por aqui. Mas ser julgado inocente é uma coisa um pouco pior. Sem querer parecer um criminoso exagerado, é bem pior. Mas agora, está tão perto. Perto demais. Não perto o suficiente para que eu possa tocá-la, mas perto o bastante para que eu possa senti-la. Mas estou nos nervos. Como um drogado sem heroína, eu quero tudo agora. Quero sair agora, mais do que ontem, menos do que amanhã, provavelmente. 
Mas, antes de tudo, quero que devolvam junto com minha liberdade, minha alma.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Temor

Esses dias (Por que não dizer, ontem, hoje e dias mais?) estava pensando nas coisas que não fiz "por medo". Foram coisas demais, e eu não soube o que pensar no final. Tive medo de várias coisas. Uns medos menos sensatos que outros. Alguns até ridículos. Mas todos medos. Em seus diferentes tamanhos. Aí eu percebi finalmente que não os quero mais. O medo, e todas as suas consequências idiotas. Porque... É como se ele me fizesse sentir que "é o melhor a ser feito", mas nunca é, e nunca foi. Porque na verdade tudo que eu consigo arrancar dele é arrependimento, e não quero mais, obrigada. É que eu pendo muito pra esse lado, sabe? De "vai dar errado, porque já deu uma vez", talvez duas, três, isso não conta porque se eu for falar de números paro por aqui e esqueço onde queria ir com isso. Então. O ponto é que ainda não deu certo, eu não sei porque, mesmo. Mas não acabou a vida, e acho que, felizmente ou não, eu tenho um tempinho pela frente. E eu quero tentar, o que estiver ao meu alcance. Porque pode dar errado e me render um bom período de lamentos, ou pode dar certo. Pela primeira vez dar certo, de verdade. Eu ainda não sei o que "seria dar certo", mas, quer saber? Ou eu sou melosa mesmo (Estou pior agora, j-u-r-o que não sou assim normalmente), ou é normal querer, sei lá, saber o que significa com você. Porque, há alguns medos necessários infelizmente. Eu os sinto às vezes, mas de vez em quando é tão bonitinho, que eu acho que a palavra "medo" nem se encaixa mais. É que às vezes eu sinto medo demais do teu medo maior. Porque isso tudo aqui, que eu estou tentando escrever sobre, depende de duas pessoas. Duas coragens, dois corações, e essas coisas que não funcionam individualmente. Tenho medo de, quando te dou aqueles abraços intermináveis, estar na verdade te sufocando, e não te dando carinho. Medo de, não conseguir deixar de fazer essas coisas. Medo de não ter a oportunidade de algo verdadeiro. E bonito. E medo de ser a única a pensar assim. Alguns medos, mas na verdade, eu não me importo, agora. Porque tudo que eu queria era deixar claro que eu não tenho propósito nenhum de me importar com esses medinhos. Porque eu confio em você, não disse? Confio em você de verdade. Acredite você ou não. E é por isso que vou aceitar suas escolhas, e opções. Assim como você aceitou as minhas, e continua aceitando minhas ideias idiotas. 
É que eu queria te dizer na verdade que eu não tenho Medo.
E queria te pedir um favor.
Vamos, assim, sei lá, ser destemidos. Juntos?