Por ora, tenho que começar com um boa noite. Todos os cumprimentos à você, querido. Iniciações feitas, que comecemos.
Queria te dizer que passo horas a fio de vez em quando, pensando no que fazer. No que falar, escrever, e essas coisas mais que parecem tão difíceis e novas. Não são, eu sei. Mas quando se trata de mim, aceite a bagunça. Quero deixar claro, como primeiro tópico que não me faz mal. É uma pessoa incrível e é naturalmente por isso que passo tanto tempo pensando ao seu respeito. Que esteja claro. A maior parte do tempo, tudo que eu tenho pra dizer são reclamações e lamentos. É que esse é o grande problema das pessoas para comigo. Você, em especial me conheceu em uma época tão chata. Você em especial as suportou e até onde eu entendi gostou de mim desse jeito. É um pouco esquisito, mas continua sendo interessante.
Você é incrível. Um tanto confuso, como se cada dia fosse uma oportunidade de descobrir algo novo sobre você. Nem que seja uma preferência de comida, uma cor que te agrada ou qualquer uma dessas besteiragens. Como se nunca fosse conhecer o Você de ontem. O que me deixa ansiosa para conhecer o seu Você de hoje e o Você de amanhã.
É que de uma maneira um pouco cruel eu sinto você em todas as coisas do Mundo. Clichê, mas consigo ver você no Céu tempestuoso e na "Praça de Protestos". Consigo te enxergar nos livros e nas rosas. Nas tabelas de cores.
E principalmente nelas.
É porque você é uma mistura das cores mais lindas e exóticas de todo o planeta. Dos mais variados tons de bege, de verde. Do azul-turquesa ao azul-petróleo. De todos os azuis. Dos cinzas. Indizível.
Você é.
Imagino-te daqui uns anos. Repletos de caixas contendo felicidade, chás de camomila e café forte. Uma cadeira de balanço na varanda, uns livros na estante, um piano e um violão. Quase tudo em singular porque você nunca precisou de muito, precisou do suficiente. Pouco, porém bom, é assim o bastante. Um espelho refletindo beleza eterna e mais do que exorbitante. Eu, com a modéstia já conhecida me encaixaria um pouco fácil nesse contexto. Queira você ver ou não, eu sou um poço de imperfeições, o que significa um equilíbrio.
Egoísta, eu tenho que tocar no ponto "Eu".
Eu ia cuidar da forma mais clichê e mimável conhecida. Aprenderia a fazer café e a segurar uma vassoura decentemente. Essas coisas secundárias que não fariam diferença porque eu não me importaria de aprender.
É que em um texto que eu faça onde tenha você, não posso deixar que me falte.
E um texto que tenha tanto Eu, não posso te deixar de fora.
Não é porque necessito de ti, porque não me viro bem sozinha ou por conta dessas coisas dependentes.
A verdade é que, rebelde sem causa ou não, eu até me viro bem sozinha.
É porque gosto da sua companhia e quando não leio-te, vejo-te ou da sua voz aprecio o dia não está completo. Parece quebrado, faltando, como se fosse simplesmente um projeto de dia ruim. É um dia ruim.
Só queria deixar mais uma vez claro, que é mais do que importante. Porque é diferente, querido e bondoso.
Mais do que de novo, mais do que chato, quero dizer obrigada pelas flores. Pelos abraços dados voluntariamente e sorrisos.
Queria deixar claro que se os anos passarem e se tudo isso não sair desse lugar, continuará sendo uma lembrança mais do que especial. Confirmo meu egoísmo, aceito seu amor, se um dia do nada quiser doá-lo. Cuidarei direito.
Tem o meu.
Um abraço voluntário."