segunda-feira, 9 de setembro de 2013

"Querido;

Por ora, tenho que começar com um boa noite. Todos os cumprimentos à você, querido. Iniciações feitas, que comecemos.
Queria te dizer que passo horas a fio de vez em quando, pensando no que fazer. No que falar, escrever, e essas coisas mais que parecem tão difíceis e novas. Não são, eu sei. Mas quando se trata de mim, aceite a bagunça. Quero deixar claro, como primeiro tópico que não me faz mal. É uma pessoa incrível e é naturalmente por isso que passo tanto tempo pensando ao seu respeito. Que esteja claro. A maior parte do tempo, tudo que eu tenho pra dizer são reclamações e lamentos. É que esse é o grande problema das pessoas para comigo. Você, em especial me conheceu em uma época tão chata. Você em especial as suportou e até onde eu entendi gostou de mim desse jeito. É um pouco esquisito, mas continua sendo interessante.
Você é incrível. Um tanto confuso, como se cada dia fosse uma oportunidade de descobrir algo novo sobre você. Nem que seja uma preferência de comida, uma cor que te agrada ou qualquer uma dessas besteiragens. Como se nunca fosse conhecer o Você de ontem. O que me deixa ansiosa para conhecer o seu Você de hoje e o Você de amanhã.
É que de uma maneira um pouco cruel eu sinto você em todas as coisas do Mundo. Clichê, mas consigo ver você no Céu tempestuoso e na "Praça de Protestos". Consigo te enxergar nos livros e nas rosas. Nas tabelas de cores. 
E principalmente nelas.
É porque você é uma mistura das cores mais lindas e exóticas de todo o planeta. Dos mais variados tons de bege, de verde. Do azul-turquesa ao azul-petróleo. De todos os azuis. Dos cinzas. Indizível.
Você é.
Imagino-te daqui uns anos. Repletos de caixas contendo felicidade, chás de camomila e café forte. Uma cadeira de balanço na varanda, uns livros na estante, um piano e um violão. Quase tudo em singular porque você nunca precisou de muito, precisou do suficiente. Pouco, porém bom, é assim o bastante. Um espelho refletindo beleza eterna e mais do que exorbitante. Eu, com a modéstia já conhecida me encaixaria um pouco fácil nesse contexto. Queira você ver ou não, eu sou um poço de imperfeições, o que significa um equilíbrio. 
Egoísta, eu tenho que tocar no ponto "Eu".
Eu ia cuidar da forma mais clichê e mimável conhecida. Aprenderia a fazer café e a segurar uma vassoura decentemente. Essas coisas secundárias que não fariam diferença porque eu não me importaria de aprender.
É que em um texto que eu faça onde tenha você, não posso deixar que me falte.
E um texto que tenha tanto Eu, não posso te deixar de fora.
Não é porque necessito de ti, porque não me viro bem sozinha ou por conta dessas coisas dependentes.
A verdade é que, rebelde sem causa ou não, eu até me viro bem sozinha. 
É porque gosto da sua companhia e quando não leio-te, vejo-te ou da sua voz aprecio o dia não está completo. Parece quebrado, faltando, como se fosse simplesmente um projeto de dia ruim. É um dia ruim.
Só queria deixar mais uma vez claro, que é mais do que importante. Porque é diferente, querido e bondoso.
Mais do que de novo, mais do que chato, quero dizer obrigada pelas flores. Pelos abraços dados voluntariamente e sorrisos. 
Queria deixar claro que se os anos passarem e se tudo isso não sair desse lugar, continuará sendo uma lembrança mais do que especial. Confirmo meu egoísmo, aceito seu amor, se um dia do nada quiser doá-lo. Cuidarei direito.
Tem o meu.
Um abraço voluntário."

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O pior texto da história.

Não sei direito sobre o que escrever ultimamente. Sei que é um péssimo jeito de começar qualquer coisa, porque alegar a incompetência não é uma das melhores armas que você tem. Mas isso é mais um daqueles detalhes irrelevantes. Eu queria escrever pela primeira vez porque eu preciso escrever. Todas as vezes anteriores eu escrevi porque eu queria, porque eu sentia vontade e às vezes esse desejo foi tão remoto que eu até desistia  no meio. Porque era tão incerto que eu nem me preocupava com o fim que daria. Alguns outros eu escrevi em cinco minutos e foram os que eu escrevi com maior sinceridade. A verdade é essa, algumas coisas me vem no momento e outras demoram pra carregar. É uma péssima analogia, e é mais uma das coisas que eu não me dou bem.
A vida de todo mundo não deve seguir um roteiro específico, ou na verdade não deve nem ter começado direito. A vida de todo mundo tem seus altos e baixos e é isso que nos mantém vivos. Mas algumas vezes, parece que alguma força maior e definitivamente não muito legal quer só ferrar com a sua vida. É algo parecido como "Ah, esse ser humano mais ou menos está tão feliz. Não gosto. Não acho vantagem."
Considere uma pessoa não muito supersticiosa escrevendo aqui. Na verdade, me considere como um ser sem fé nenhuma. Tirando esse fato que não acredito em muita coisa, (Leia-se: Não acredito em nada.) é estranho eu por várias vezes dizer "Eta, só falta cair um meteoro em cima da minha cabeça pra completar esse ciclo de desgraças". É claro que eu devo estar reclamando demais, já que tenho comida, duas pernas e essas coisas que se eu não tivesse também já seria demais. Mas não quero sermão, lição de moral porque bom, eu não me importo.
Algumas vezes acho que tudo tem que dar errado em uma fase da tua vida porque é a emoção das coisas. Outras eu acho que é só um pretexto do Universo dizendo "Camarada, tu 'tá ocupando muito espaço no mundo e tem gente ruiva por aí mais gata. Dá pra se matar, por favor? Atenciosamente Universo Infinito e que te Odeia." Ultimamente eu quero que esse circo de horrores termine. Quero um pouco de mudança, não me importa o tamanho. Só o suficiente pra mudar as coisas.
E é tudo.
Não vou me preocupar com um final bom, porque não é um texto bom. Nem uma vida boa.